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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Destaque 12


Estamos a publicar neste espaço pequenos resumos biográficos de pessoas de qualquer idade que, nascidas ou residentes no Sobral, conseguiram que os seus nomes “saíssem” do Concelho, por algum feito realizado no domínio das letras, das artes, da ciência, do desporto. Se não fosse excesso de pretensiosismo, diria que estamos a cantar “aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”, citando Camões. Mas é isso que desejamos que venha a acontecer… Colabore connosco, escrevendo para sobral.senior@gmail.com indicando-nos o nome e contacto de alguém que julgue merecer integrar esta galeria ou, se for o caso e preferir, enviando-nos a própria biografia.


E o destaque de hoje vai para …

Sofia Henriques - Acordeonista

Sofia Paulino Henriques nasceu em Lisboa, em Dezembro de 1988, filha de Luís Alberto Henriques e de Maria Teresa Domingues Paulino Henriques, ligados ambos à instrução de condução automóvel, e fez os seus estudos no Sobral de Monte Agraço, a primária ainda na Escola João Luís de Moura, e o secundário na actual Escola Secundária. Licenciou-se em Engenharia Geográfica (cartografia, topografia, geodesia…) e está agora a tirar o Mestrado, tudo na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Após a licenciatura, e antes de iniciar o Mestrado, fez estágio numa grande empresa de construção civil, obras públicas e engenharia no Porto. De vez em quando é, agora, contratada para trabalhos pontuais nessa empresa..

Ninguém na família tem “ligações” à música. Aconteceu que, era a Sofia uma criança aí dos seus “cinco/seis aninhos” … e começou a ouvir, da casa onde vivia, em Moncova, um som que lhe agradou e “viciou-se” a ouvir esse som. Som que era o do acordeão da vizinha Marina Henriques Mourinho, filha de Renato/ Lourdes Henriques, já nossos conhecidos – Destaque 4. Se primeiro ouvia esse som de sua casa, cedo passou a ser “companheira, muda e muito quietinha”, vendo a Marina a tocar, fascinada com a quantidade de botões que era preciso mexer para “sair” música. E foram tardes inteiras a ver e ouvir, uma dessas tardes, de visitas em casa, passada na casa de banho, a Marina tocando sentada na sanita e a Sofia sentada dentro da banheira.

Aos sete anos disse aos pais que queria aprender a tocar. O pai comprou-lhe um “acordeãozinho” e ela foi aprender na Sociedade Recreativa da Sapataria, com o professor Paulo Calvário, com quem esteve dois anos. Transitou depois para o Instituto Vitorino Matono, em Lisboa, onde se manteve 10 anos, com o professor José António…até completar 19 anos de idade.
"Os sons da terra"

Já durante a fase de estudo, começou a participar em festivais de acordeão, sendo que o primeiro foi mesmo na Sapataria, nas comemorações de um 25 de Abril…, teria ela os seus 8/9anos. Participou, depois, em muitos outros festivais, onde tocou ao lado dos maiores nomes do acordeão, quer portugueses quer internacionais. Começou a actuar com bandas aí com 19 anos de idade, sendo que o seu primeiro concerto deu-o acompanhando o célebre Saúl, o de “o bacalhau quer alho”. Integrou depois o grupo “Sete Saias” e, mais tarde, “Os Sons da Terra”, de que foi co-fundadora, ambos de música tradicional portuguesa.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O PADRE DE BUCELAS


Na década de 50 do século passado, era padre em Bucelas um senhor que mais tarde, através de um seu conterrâneo, meu colega de trabalho, vim a saber chamar-se José e que era natural de Valado de Frades concelho da Nazaré.
Para além da sua actividade como “prior” de Bucelas, deslocava-se também em serviço, salvo erro, à Carvoeira, freguesia do concelho de Torres Vedras .
Na sua deslocação, que efectuava regularmente, pelo menos uma vez por semana, em dia e hora certos, utilizava como meio de transporte, uma moto de boa aparência e relativamente potente, talvez com 500 cm3, cuja marca não me recordo bem, mas que seria uma “Ariel” ou uma “Norton”.
No trajecto entre Bucelas e referida localidade, percorrido em grande parte através da E. N. 115, passava pela Seramena, onde parava na então loja do João Andrade, estabelecimento de taberna e mercearia, para tomar uma bebida, quiçá uma água ou um refrigerante.
Este estabelecimento era frequentado por grande parte da população da localidade e dos lugares vizinhos, onde se concentravam a qualquer hora um elevado número pessoas, naturalmente homens, no intervalo dos seus afazeres diários, aqueles que trabalhavam, havendo outros que pouco faziam.
Caracterizava a população destes lugares, designadamente os homens, um sentimento anti -clerical, ainda muito arreigado nessa época, que vinha desde o século XIX e que se acentuou na 1ª República.
Significando que qualquer contacto com um padre, só não era evitado se de todo em todo fosse impossível. Pelo que nas primeiras vezes que o padre ali parou, embora simpático e bem falante, não recebeu dos presentes uma recepção muito amistosa.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Esta Noite Choveu Prata





Em Dezembro, demos aqui prévia notícia da estreia, no Cine-Teatro do Sobral, da peça “Esta Noite Choveu Prata”, com montagem e encenação da Associação 13 de Setembro. A representação é da exclusiva responsabilidade do actor sobralense António Manuel Oliveira  (http://sobralsenior.blogspot.pt/2012/12/esta-noite-choveu-prata.html). Que o espectáculo foi um êxito e que a actuação do nosso actor foi soberba, foi patente na reacção do público - disso também demos conta naquele mesmo espaço, em comentários…

E como a vida não pára, é com prazer que agora anunciamos que a mesma peça, com os mesmos intervenientes do Sobral, vai subir à cena no próximo Sábado, dia 23, às 21,30, no Grémio Artístico Torreense, em Torres Vedras. O “Grémio”, como é geralmente conhecido, é a Associação mais antiga de Torres Vedras, e comemora este mês o seu 122º aniversário. Entre outras actividades, desenvolve ginástica e dança e tem um grupo de teatro (telefone 261 322 876)
Damos os nossos parabéns ao GAT, mas especialmente à Associação 13 de Setembro e a António Manuel Oliveira que, de forma ousada e meritória, levam para fora do concelho o nome e as potencialidades de Sobral de Monte Agraço.





José Auzendo
Afonso Faria