É
curioso como por vezes somos surpreendidos por coisas que sempre
estiveram no sítio mas que olhando não as vemos.
Este
conjunto de fotos foi captado nas ruas do Sobral. Certamente haverá
muitos mais azulejos. Estes foram os que foram alvo num percurso de
puro gozo.
Tenho
a certeza que eles transportam uma história, de estético gosto, de
conveniente gosto, de tradição ou novo riquismo até, sei lá...
Não
pretendo investigação mas somente constatação. Aos historiadores aos sociólogos o papel de interpretação. A mim a mera observação.
Hoje
são azulejos, amanhã poderá ser uma outra coisa qualquer, esteja
eu desperto!
Quando
em 2010 aderi a frequentar a aula de Informática da Câmara
Municipal, estava longe de imaginar em que mundo estava a entrar.
Dois
meses após, eis que nasce o CLUBE SOBRALSÉNIOR ACTIVO, que além de
nos proporcionar os conhecimentos de Informática, nos
ofereceu
outras disciplinas igualmente importantes. A aderência foi boa e
retirou da apatia e inércia muitos idosos que, ávidos de viver, têm
participado ao longo destes anos de uma forma muito empenhada nas
várias disciplinas que o Clube nos oferece.
Embora
já aqui tenha sido referido mais do que uma vez, nunca é de mais
realçar o papel importante das pessoas Voluntárias que, de uma
forma desinteressada e gratuita, nos
oferecem, além dos seus vastos
conhecimentos os seus tempos disponíveis.
Para
eles o meu eterno agradecimento.
E
foi neste ambiente que considero de amizade que percebi que estava
errada.
Sempre
ouvi dizer que “as amizades verdadeiras são as que fazemos nos
bancos da escola” e esse lema me guiou a vida durante muitos anos.
Mas
após ter entrado para este grupo, senti que esse “ditado” não é
completamente verdadeiro. É que também aqui (nestes bancos de uma
outra escola) encontrei pessoas que hoje posso considerar de amigas.
Aqui
descobri e percebi quantos talentos perdidos ao longo da vida …
Aqui
encontrei pessoas que, até mesmo sem estudos superiores,
escrevem de
uma forma exemplar e correcta, que poderiam ser exemplo para muitos
estudantes do ensino superior actual ...
Aqui
encontrei pessoas que diziam que “não eram capazes de cantar ou
dizer poesia” e que hoje o fazem como se sempre tivessem convivido
com essas actividades…
Aqui
encontrei pessoas que nunca tendo participado em teatro, estão no
momento actual empenhadas em arriscar e fazer a “sua estreia”…
Sinto-me
pois privilegiada por pertencer a um Grupo que sendo considerado por
muitos (ignorantes) de “desocupados”, pretende mostrar à
sociedade que os “Velhos” – agora pomposamente apelidados de
idosos ou seniores
- tem capacidade e audácia para aprender, empreender e arriscar.
Mas
de entre tudo o que me tem sido dado a conhecer, além das amizades
que conquistei, surpreendentemente encontrei um poema de uma amiga.
Ela diz não ser poema, apenas escreveu o que pensa. Mas eu, que
sempre adorei viver e de momento estou a esmorecer, fiquei
favoravelmente agradada com a sua forma de sentir e viver a vida. E
graças aos ensinamentos do Professor Afonso, que conseguiu
demonstrar-me que há talentos dentro de nós que nunca foram
revelados por não terem sido explorados, pensei fazer um pequeno
vídeo com o poema da minha amiga Alexandrina.
Este
é portanto um trabalho que pretende homenagear demonstrar as várias
facetas e vantagens que existem por pertencer a este grupo:
Não
é nenhuma novidade que o ambiente corporativo está infestado de
conversas. Tu podes ficar aliviado (ou talvez mais preocupado
ainda...), pois não é uma característica exclusiva de sua
organização. Falar dos outros, ao invés de dizer-lhes directamente
nossa crítica ou discordância, é próprio do ser humano.
O
pior é que ouvidos desesperados podem tomar uma injúria
comoverdade e, na
próxima oportunidade em que a pessoa estiver com a vítima da
injúria, já estabelecerá seu relacionamento nas bases de uma
premissa que pode ser totalmente falsa. Eu já vivi uma situação em
que se eu me relacionasse com a pessoa baseado na avaliação maldosa
que me passavam, seria um desastre total para ambos. Eu
relacionar-me-ia com a imagem que me venderam e não com minha própria
percepção e julgamento da interacção com esta pessoa.
Quando
compramos o peixe (podre) do jeito que nos vendem e resolvemos
credulamente fazer dele uma bela omelete, o resultado pode ser muito
indigesto. Estamos assumindo que as discordâncias e em que o
“vendedor” teve com a vítima devem ser nossos também. Ou seja,
estamos nos excluindo como uma pessoa que tem capacidade de
julgamento, ética e opinião própria.
Portanto,
não faça de seus ouvidos um vaso sanitário de conversas e
difamações, um dia, a vítima de entupimentos das relações
interpessoais poderá ser você.
Comemorou-se
no passado sábado, dia 21, o DIA MUNDIAL DA POESIA.
O
grupo do Clube Sénior Activo do Sobral de Monte Agraço teve a sua
participação com a apresentação de uma sessão de poesia, no
Clube Recreativo da Sapataria, em que os Seniores participantes da
Aula de Artes Cénicas, dirigida por Manuel Augusto Hortênsio,
declamaram poemas de poetas consagrados.
O
evento teve também um pequeno intervalo que foi preenchido com a
actuação do grupo pertencente à Aula de Coro, cuja orientação
está a cargo de Pedro Sanguinho.
Como
participante de ambas as aulas, sou suspeita em dar opiniões, mas
sinto-me feliz por pertencer a este grupo que, com vontade e espírito
de amizade, tem lutado para melhorar e tem de facto conseguido
ultrapassar muitas lacunas. Ao longo destes poucos anos da sua
existência, nota-se de facto uma evolução muito positiva em ambas
as actividades.
Obrigada
Professores por nos oferecerem os vossos tempos livres de uma forma
tão generosa e desinteressada.
Um
agradecimento também à Câmara Municipal, que nos proporciona
condições para podermos desenvolver estas e outras actividades que
nos vêm ajudar a combater a inércia própria da idade, de uma forma
saudável e lúdica, bem assim ajudar a manter e até desenvolver a
nossa cultura geral.
A
todos os Professores, Colegas e Entidades envolvidas neste projecto,
deixo o meu Muito Obrigada e o meu Abraço.
E
mais um Dia D. Desta vez comemora-se o DIA DO PAI.
Se
se fala do Dia da Mãe com tanta relevância, acho muito justo que
igualmente se saliente o Dia do Pai.
Antigamente
a figura paterna impunha autoridade, quantas vezes até medo
camuflando-se com a ideia de respeito. O Pai era a pessoa que
trabalhava para a casa, que sustentava a mulher e os filhos, enquanto
esta era a “fada” – (quantas vezes escrava) – do lar.
Mas
na sociedade moderna as coisas já não funcionam da mesma forma.
Hoje em dia, numa grande maioria dos casos, o homem desempenha em
casa um papel paralelo ao da mulher, quer na participação das
tarefas caseiras, quer no tratamento dos filhos. E porquê? Pois
também a mulher deixou de ser o que era antigamente e passou a ter
uma ocupação fora de casa, o que lhe permite contribuir monetariamente para
o orçamento da casa e realização pessoal.
Ambos
trabalham fora de casa, por isso será muito justo que ambos
participem nas tarefas do lar.
E
tudo isto para dizer o quê?
Nos
tempos modernos (claro que não é a generalidade, mas numa grande
maioria), qualquer pai trata tão bem ou melhor dos filhos do que a
própria mãe. Substitui-a sem complexos nas tarefas que antigamente
só a ela diziam respeito. Não se amedrontam por ter que dar banho a
uma criança, dar-lhe o beberão ou mudar-lhe a fralda...
Por
isso acho muito certo que se comemore o DIA DO PAI com o mesmo
carinho e entusiasmo com que se comemora do DIA DA MÃE. Cada um à
sua maneira, mas ambos amam os filhos.
Mas
para mim, todos os dias são DIA DO PAI. Quantos pais velhinhos estão
esquecidamente solitários em casa ou “depositados” em lares, sem
que os filhos se lembrem que eles existem?
Que
este dia seja realmente vivido com muito Amor e Carinho por quem
ainda tem a ventura de ter um Pai neste mundo, mas que o mesmo se
repita por todos os dias do ano.
Deixo
o meu grande abraço a TODOS OS PAIS que visitarem este blogue.
Um grupo de trabalho da Organização das
Nações Unidas (ONU), especializado em discriminação contra a
mulher alertou, nesta sexta-feira (06), que as conquistas alcançadas
nos últimos cem anos na luta pelos direitos das mulheres está sob
ameaça.
“Temos visto sinais de retrocesso,
frequentemente em nome de culturas, religiões e tradições, que
colocam em perigo o suado progresso em alcançar a igualdade das
mulheres”, informou o Grupo de Trabalho sobre discriminação
contra as mulheres, antecipando discurso do Dia Internacional da
Mulher, celebrado em 8 de Março.
Os especialistas em direitos humanos
apontam que “a discriminação contra a mulher persiste tanto na
esfera pública quanto na privada, em tempo de paz ou de conflito, em
todas as regiões do mundo. Nenhum país no mundo conseguiu alcançar
ainda uma igualdade significativa para as mulheres.” A média de
participação feminina global na vida pública e política continua
muito baixa – cerca de 20% do parlamento e 17% dos chefes de
governo. As mulheres continuam recebendo salários menores sendo
pouco representadas em cargos de liderança em empresas, instituições
internacionais e sindicatos.
“Continuamos a testemunhar
estarrecedoras formas de violência em nome da honra, beleza, pureza,
religião e tradição”, disse o grupo. “Muitas mulheres têm
sido privadas de sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos.”
A cada ano, cerca de 50 mil mulheres
morrem como resultado de abortos clandestinos e outras 5 milhões
sofrem de complicações devido à falta – ou negligência – de
serviços de saúde reprodutiva, de acordo com recente estudo da
Organização Mundial de Saúde (OMS). Completamente evitáveis, as
mortes maternas continuam altíssimas em muitos países.
Decorreu,
no passado dia 24 de fevereiro, no teatro Thalia (em Lisboa), a
cerimónia de entrega dos prémios Inclusão e Literacia Digitais, a
que o Município de Sobral de Monte Agraço concorreu com o projeto
do Clube Sobral Sénior Ativo, designadamente com as aulas de
Informática Sénior. Este prémio visava distinguir projetos que se
constituíssem como exemplos de boas práticas na promoção da
Literacia Digital e projetos, que neste âmbito, fossem
inovadores.
O
prémio foi entregue ao Sr. Presidente da Câmara Municipal, Eng.
José Alberto Quintino Silva, mas na realidade é uma distinção
para quem está nas aulas: professor e alunos/as. Cláudia Simões
Contei
meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para
a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do
que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de
jabuticabas...
As
primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas,
rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com
mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos
inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem
eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já
não tenho tempo para conversas intermináveis, para
discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem
parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres
de pessoas, que apesar da idade cronológica, são
imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram
pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
‘As
pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu
tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas
na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que
sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não
se considera eleita antes da hora, não foge de
sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de
verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim,
basta o essencial!
(poema atribuído a Mário Andrade sob alguma polémica)
É
uma época de que gosto particularmente e quando posso adoro
participar. Sei que há muitas pessoas que não comungam desta
opinião, mas a vida é mesmo assim. Somos todos diferentes, há
gostos para tudo e temos que ter abertura para aceitar os gostos dos
outros para que também os outros aceitem os nossos.
Mas
os anos passam. As mazelas e por vezes os revezes da vida vão-nos
tirando o entusiasmo.
E eu
já me sinto incluída nesse grupo de pessoas, o que não impediu
que, apesar do frio gélido, me deslocasse à rua e ao Pavilhão
Soeirinho para tirar algumas fotos e gravar alguns momentos de
euforia e brincadeira dos foliões. E gostei de ver a vivacidade do
grupo que se deslocou à Praceta 25 de Abril e exibiu algumas danças,
acompanhados por um grupo musical, tudo de uma forma carnavalesma e
muito alegre. Gostei de ver jovens e menos jovens divertirem-se de
uma forma saudável e conviverem animadamente. E apesar de não
participar activamente na paródia, diverti-me imenso ao ver entre
todo este conjunto de alegria, algumas amigas minhas que nem
imaginava que gostassem de participar nestes festejos de uma forma
tão exposta. Estivesse eu em boa forma … talvez também fizesse
parte do grupo… quem sabe?
Mas
isto passou-se na tarde do passado sábado, já com cheirinho a Carnaval. À noite, estes
foliões e outros tantos dirigiram-se ao Pavilhão Soeirinho, onde
decorreu uma animada festa. Também daí quis registar alguns
momentos hilariantes, pois sabia que ia acontecer a “Comemoração
dos 10 anos de casamento” de duas amigas minhas que tinham encenado
uma Cerimónia de Casamento há exactamente 10 anos atrás. Tive
curiosidade e foi com imenso prazer que registei algumas passagens do
que por lá aconteceu. Apenas assisti ao início da “Festa”, mas
não quero deixar de partilhar com quem quiser visitar este blogue e
apreciar o Carnaval, o muito pouco que registei deste ano. É fraco,
mas fica a recordação.
O
Carnaval é uma tradição muito antiga em que os foliões podem dar
asas à imaginação, vestirem os trajes que quiserem, camuflarem-se
da forma que imaginarem e de um modo geral, ninguém pode levar a
mal.
Haja
boa disposição e imaginação, pois para quem gosta de se divertir,
esta é uma oportunidade única no ano.
No meu último
apontamento escrevi sobre ser velho.
Nem a propósito!
Tinha como objectivo
para este ano consultar um otorrinolaringologista. Quê? Isso mesmo,
o especialista de ouvidos. Por acaso esta é uma das palavras que não
tenho dificuldade em ouvir. Dizem os entendidos que a perda de
audição está relacionada com a idade. Até tem um nome pomposo
“Presbiacusia”, vejam lá. Primeiramente os atingidos são os
sons de alta frequência, os chamados agudos, utilizados nas
consoantes “S”, “T”, “K” e “F”.
Já agora acrescento que esta riqueza atinge com maior incidência os homens,
Pois há algum tempo
que noto dificuldade em perceber quem está a falar aquando num
ambiente fechado com várias vozes ao fundo (restaurante por
exemplo). Confesso que não é muito agradável participar numa
conversa sem ter a percepção completa das palavras dos outros.
Piii, onn, ni, e mais uns tantos, ouvido esquerdo, ouvido direito...
Velhice, disse-me o
médico, “PRESBIACUSIA”, escreveu meticulosamente no envelope dos
exames, talvez com medo que eu não captasse... :), afinal tinha um som "K"!
Prótese, não, só
me confundiria, uma vez que amplificaria os sons deficitários e também
os que não o são.
Ok, viver com isto!
No entanto, esta
perda pode ser compensada pela leitura dos lábios, pelo facto de
aprender a reconhecer sinais não auditivos, como a linguagem
corporal.
Se notarem que estou
a fixar os vossos lábios a partir de agora, olhando atentamente para
o vosso corpo...não tirem conclusões precipitadas, estou a aprender
a ler!!!
Não são só
desvantagens, já tenho desculpa para olhar, olhar...ler, pedir para
repetir, ouvir de novo as vossas bonitas vozes!!!