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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

FESTAS E FEIRA DE VERÃO de 2014 Sobral de Monte Agraço ( II )

Terminou a semana das FESTAS E FEIRA DE VERÃO no Sobral. Este ano o bom tempo não colaborou de uma forma muito positiva o que acabou por prejudicar bastante todo o comércio e alguns espectáculos ao ar livre. De qualquer forma, tal como costumo fazer habitualmente, recolhi registos fotográficos para fazer um pequeno resumo do que me foi possível acompanhar de perto, sem grande pormenor. Apenas algumas passagens do que tive ocasião de acompanhar para ficar como recordação.
Um dos momentos que mais me atrai nestas festas é a passagem do Cortejo Etnográfico, que decorreu no dia 14 da parte da tarde. Desfilaram vários carros dedicados às “Festas e Tradições da Nossa Terra”, onde pudémos ver alguns costumes e tradições do passado, hoje já extintos, mas ainda revividas por muitos idosos resistentes que as puderam recordar. O desfile contou também com a animação da Banda da AMAL (Associação Musical e Artística Lourinhanense), Grupo de Danças e Cantares do Concelho de Sobral de Monte Agraço, Rancho Folclórico e Etnográfico de Danças e Cantares da Mugideira, Rancho de Folclore e Etnográfico “Os Ceifeiros da Bemposta”, Rufos & Roncos. Percorreram a parte central da Vila terminando na Praça Dr. Eugénio Dias.
À noite, também nesta praça decorreu o espectáculo de Música ao Vivo “RECORDAR É VIVER”, uma rectrospectiva do Festival da Canção desde 1964 até 2011. De forma arbitrária e com projecção no ecran dos correspondentes artistas intérpretes das referidas canções originais, foram desfilando jovens amadores locais que as defenderam uma a uma, de uma forma brilhante e muito talentosa. Todas elas, canções que no passado foram ao Festival da Eurovisão representar Portugal. Também a filha do maestro Mário Rui participou como intérprete. Todos estes jovens amadores foram acompanhados por uma orquestra de músicos locais, sendo que a direcção esteve a cargo do Maestro Mário Rui, a quem todos nós devemos um Muito Obrigada, pois sem a sua boa vontade, este espectáculo não se teria realizado.
Presenciei ainda alguns momentos da actuação da Banda Europa, um espectáculo musical em camião palco.
Apesar de ter havido outros divertimentos nestas festas, a minha presença terminou assistindo ao Concerto pela Banda Sinfónica do Exército que interpretou magistralmente várias peças, no fim do qual foi lançado fogo-de-artifício.   

Como testemunho para as gerações vindouras, fica aqui o registo fotográfico e em vídeo, para que as tradições da terra não caiam no esquecimento e continuem a ser festejadas. 
Lourdes Henriques

domingo, 14 de setembro de 2014

FESTAS E FEIRA DE VERÃO Sobral de Monte Agraço 2014


Aproxima-se a estação do Outono. O final do Verão oferece sempre à Vila do Sobral de
Monte Agraço as suas já tão tradicionais FESTAS E FEIRA DE VERÃO, que duram uma semana. Este ano começaram no dia 13.
Segundo me informaram, os habitantes foram convidados a enfeitar janelas, portas e outros recintos com flores verdes e brancas. Mas poucos aderiram a esta solicitação, quer por desconhecimento, quer por falta de interesse e motivação para festejar as festas com alegria. Todo o contexto em que se encontra o país, não é convidativo a festejos. Contudo, não podemos nem devemos alimentar tudo o que de mau existe, mas sim tirar o melhor partido do que temos e aproveitar as coisas e os momentos bons.
Está tudo a postos. Dei uma pequena volta ao centro da vila antes de tudo começar, e surpreendentemente encontrei uma casa no rés-do-chão, com as suas duas janelas enfeitadas com figuras de barro, trabalho artesanal da locatária, representando uma delas a Marcha de Alfama. Na outra janela uma pequena representação das vindimas e de uma banda. Achei curiosa e original esta ideia. Pude ainda observar que a Praceta 25 de Abril, onde estão montados expositores com vários artigos de artesanato, confeitos, bebidas e produtos regionais de fabrico caseiro, enfim, pequenas novidades de tudo um pouco que os seus proprietários tentam vender, se encontra de facto quase toda enfeitada com as ditas flores verdes e brancas, o que lhe proporciona um ar festivo, atraindo assim os residentes e muitos forasteiros que nesta altura nos visitam.
A rua principal, à semelhança de outros anos, continua a ser enfeitada com decorações luminosas que a atravessam de um lado ao outro, dando assim um aspecto nocturno de luz e cor a quem nos visita à noite. A Rua da Liberdade que dá acesso à Praça Dr. Eugénio Dias, vulgo Largo do Coreto, também ela e o próprio largo estão enfeitados, como é hábito. Embora o requinte já não seja o mesmo de outrora, a tradição continua.
Também os carroceis e entretenimentos para as crianças estão a funcionar. E não faltam as tradicionais barraquinhas de Pipocas, Xurros, Farturas, um sem fim de petiscos e gulodices que atraem os transeuntes. Esta é de facto uma das épocas mais fortes do comércio e movimento da vila.
As Festas já estão a decorrer. Apenas quero deixar um pequeno apontamento, pois apesar de não ser natural de cá, sou cá residente e gosto de sentir que as tradições de outrora não morreram. De forma bem diferente, é certo, mas as pessoas, os tempos e os hábitos mudam e nós temos que saber acompanhar essas mudanças para que os mais novos nos continuem a aceitar.
Lourdes Henriques
 


sábado, 16 de agosto de 2014

Noite no Sobral de Monte Agraço


Já passa da meia-noite. Terminou o feriado de 15 de Agosto.

Da minha secretária onde estou sentada a escrever no computador, junto à varanda do 7º. andar onde moro, vejo uma parte da Vida adormecida e iluminada pelas luzes dos candeeiros públicos. Vejo ainda o piscar das duas luzes encarnadas da antena instalada mesmo aqui muito perto. Impera o silêncio absoluto.

A curiosidade levou-me a debruçar na varanda, apesar do vento frio.

A Vila dorme, mas eu observo a tranquilidade da noite e dou comigo a pensar no mistério que criou tudo isto.

Aqui em baixo, obras do homem: prédios (uns mais altos do que outros), candeeiros iluminados (a inteligência do homem desde os primórdios, levou-o até à descoberta da luz eléctrica), estradas alcatroadas, passeios empedrados, árvores a embelezar os jardins, enfim, um sem número de “obras” em que a mão e inteligência do homem interferiram. Sem elas, nada disto existiria.

Mas “outro valor mais alto se levanta” em que a mão do homem nada tem a ver. Fascina-me a luz da Lua no seu quarto-minguante. E todo o firmamento salpicado de
pontos luminosos, uns de luz fixa outros a piscar, conforme serão planetas ou estrelas. O que se passará para lá de tudo o que me é permitido visionar?
Toda esta criação maravilhosa não foi o homem que lhe deu origem.

Há diversas teorias, umas religiosas, outras filosóficas. Na minha mente já um tanto ou quanto confusa, instala-se a dúvida: Afinal quem criou o Mundo? Como surgiu do nada esta Bola de terra e água, no meio de um firmamento imenso, sem fim, que nem a nossa vista consegue alcançar? Que verdadeiro Mistério estará por detrás de toda esta criação?

Cresci a acreditar que Foi Deus que criou o Mundo e colocou cá na Terra Adão e Eva para o povoarem. Com o passar dos anos, a aprendizagem da “Escola da Vida”, o conhecimento de outras teorias diferentes mas que devidamente explicadas, também elas têm lógica, em quem devo acreditar?

Acredito em Deus e respeito as ideias de toda a gente, sejam elas coincidentes ou não com as minhas. Mas como ser humano e cabeça pensante que sou, assiste-me o direito à dúvida.

Porém, numa coisa eu creio: Algo ou alguém muito poderoso está por detrás de toda esta obra maravilhosa, a criação do que se chama Mundo. 
Lourdes Henriques
 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

minha sina...

Quando aderi ao Clube SobralSénior-Gente Gira, inicialmente apenas na aula de Informática, foi-me dito que este blogue foi criado para que os participantes partilhassem as suas experiências de vida, as suas vivências, alegrias e tristezas, pois todo esse convívio e “partilha” seria uma forma de nos aproximar e formar um grupo coeso e de amizade. Acedi com entusiasmo e quem tem acompanhado o blogue desde finais de 2010, altura em que comecei para lá a escrever, de certo se lembrará que um dos meus assuntos se refere a animais de estimação. Não é pois novidade para quem me conhece, que os cães e os gatos são dois amigos de quem gosto muito e a quem protejo e defendo.
Na minha idade já não perspectivava ter mais animais a meu cargo, pois uma cadela e uma gata já me chegam para preocupação. Não as trato de uma forma qualquer, mas de uma maneira digna e de respeito, a que têm direito. Ou não as teria querido adoptar.
E quando menos espero, para juntar à caniche de 13 anos e à gata siamesa de 3, eis que o destino uma vez mais me colocou no caminho uma gatinha tigrada com 2,5 meses. Não
propriamente abandonada mas filha de uma gata de uma familiar que ninguém quis adoptar e cujo destino era ir para uma loja de animais para ser adoptada por alguém que, eventualmente, poderia não lhe dar a melhor sorte. Numa balança, entre o coração e a razão, uma vez mais venceu o prato do coração, pois este animal é mesmo muito especial e 
cativou-me desde que nasceu. E agora o problema é o entendimento entre as três.

A cadela adoptou-a imediatamente e trata dela como se de uma filha se tratasse. A gata siamesa é que está mais resistente, mas é apenas uma questão de alguns dias para se adaptarem.

Há quem depois da aposentadoria se tenha que dedicar a cuidar e ajudar a criar os netos. Eu, apesar de ter quatro, o destino não quis que fosse essa a minha sina. Aceito o caminho que Deus me traçou. Talvez por eu sempre gostar muito de animais e na minha vida activa não ter tido ocasião para lhes dar atenção, esteja agora a ser presenteada com esta missão. Não procuro os animais, é o destino que se encarrega de os aproxima de mim. E posso dizer que me sinto Feliz entre estes meus três animais: a cadela XANAI, a gata ROM-ROM e agora a minha gatinha MIMI. Se é essa a minha missão, pois que se cumpra a minha sina. E é com muito amor e carinho que trato delas.
Lourdes Henriques

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

AMIGOS DE QUATRO PATAS


Fala-se muito em solidariedade, voluntariado, partilha, três palavras muito na moda. E quando assim falamos referimo-nos a seres humanos: velhos carenciados, crianças desprotegidas, pessoas sem-abrigo, enfim, um grupo de seres humanos a quem a sorte não bafejou. Certo é que todos nós, pelo menos os que têm sensibilidade mais apurada, devemos colaborar, dentro do que nos é permitido face à nossa própria vida, para minorar o sofrimento dos nossos semelhantes. E felizmente que existem algumas instituições, entidades e uma enorme quantidade de Voluntários, que trabalham e colaboram nesse sentido.
No entanto, não devemos esquecer que existem outros seres que também nos merecem a nossa atenção, carinho e respeito. Seres que, salvo raras excepções, reconhecem o bem que lhes fazemos e nunca nos traem. Até mesmo que sejam negligenciados e maltratados, são sempre fiéis, nunca nos abandonam. Estou a falar dos Cães, os nossos amigos de quatro patas.
Fui convidada a visitar a APA-Associação de Protecção dos Animais Abandonados, em Torres Vedras, e confesso que fiquei deveras impressionada com o número de cães lá recolhidos, com as mais tristes e variadas histórias de vida. Muitos velhinhos, outros pequenos e até mesmo bebés, de tudo lá se podem encontrar, das mais variadas raças, tamanhos e idades. Excepcionalmente, também alguns gatos. Quem gostar de animais e quiser ajudar, terá muita forma de o fazer.
A melhor forma será adoptando um destes amigos. Mas também se poderá ajudar doando bens alimentícios, medicamentos, produtos de limpeza e higiene, ou de qualquer outra forma que possa contribuir para a manutenção e alargamento deste espaço que dá apoio aos nossos Amigos de Quatro Patas que a sociedade tão indiferentemente negligencia e abandona, tantas vezes de uma maneira muito cruel…
Outra forma de se poder colaborar é ir lá com algum tempo disponível para tirar dos seus cativeiros um ou mais destes animais e ir passear com eles. É indescritível a alegria e até reconhecimento, que demonstram…
Ouço por vezes criticar que os canis não têm condições, falta isto e aquilo, que os animais estão a ser maltratados, etc, etc…

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

MERCADO MENSAL NO SOBRAL DE MONTE AGRAÇO


Há cinco décadas que o Sobral é a minha terra por adopção e hoje, depois de nela habitar permanentemente há 12 anos, considero-a como se fosse a minha terra natal. Embora um tanto longe pois a minha vida activa não foi aqui, sempre me habituei a frequentar as famosas festas de Setembro e a habitual Feira Mensal que se realiza todos os meses, no primeiro sábado de cada mês.
Tempos houve em que esta feira se realizava na Praça Dr. Eugénio Dias. Há várias décadas atrás vinham pessoas de muitos lados para visitá-la e o negócio era próspero. Por vezes era difícil atravessar a feira, pois as pessoas amontoavam-se. Os espaços livres entre os expositores dos artigos para venda estavam repletos de gente e era sempre um dia de grande movimento e negócio na vila, que era então visitada por muitos forasteiros que além do que compravam também ajudavam muito no negócio da restauração, pois passavam muitas vezes cá o dia e cá comiam e faziam as suas compras.
Já depois do ano 2000 foi arranjado o espaço existente em frente ao jardim-
de-infância e adaptado para parque automóvel. Este espaço também passou a ser destinado à feira mensal, pelo que a mesma deixou de se efectuar na praça antiga.
No entanto, a partir da altura em que foi deslocada para o novo local, onde permanece até hoje, julgo que tem perdido o seu público e o negócio já não é o que era. Talvez a crise actual também ajude ao desinteresse das pessoas, mas o certo é que, apesar de existir mais espaço, a feira já não tem o mesmo “sabor”. Deixou de ser um dia diferente e passou a ser um dia vulgar, como outro qualquer. Só mesmo quem precisa de comprar alguma coisa é que lá se desloca. O interesse dos forasteiros que muitas vezes vinham por passeio e para ver mas que quase sempre acabavam por comprar qualquer novidade, julgo que desapareceu. Os espaços outrora ocupados por amontoados de visitantes, encontram-se hoje com muito pouco público.
Mas quem lá se quiser deslocar encontra de tudo um pouco. Desde o vestuário ao calçado, quer para criança ou adulto; animais para criação, produtos hortícolas, flores, olaria, malas de todos os géneros, artigos de plástico, vidro, alumínio, esmalte; artigos para a lavoura, brinquedos, enfim, um sem número de objectos e peças utilitárias. E até para quem aprecia, também lá pode comer uma fartura!
A tradição mantém-se, mas o negócio já não é o que era.
Lourdes Henriques
 

sábado, 12 de julho de 2014

TROFÉU JOAQUIM AGOSTINHO


Está a decorrer a já habitual homenagem ao nosso ex-corredor de ciclismo  Joaquim Agostinho, intitulada “TROFÉU JOAQUIM AGOSTINHO”.
A 1ª. etapa da corrida chegou à meta aqui no Sobral, tendo sido vencedor Edgar Pinto. O novo líder é o espanhol Hélio Hernandez. 
Nada percebo deste desporto, mas gostei de ver a chegada dos corredores. Debaixo de um calor abrasador, percorrida uma distância de muitos quilómetros sendo que a parte final da etapa foi uma longa e íngreme subida até alcançar a meta aqui no Sobral, é de louvar a coragem destes homens que se propõem homenagear um atleta torriense do passado, que por várias vezes foi campeão nacional de ciclismo, mas que nos deixou precocemente devido a um acidente que ocorreu durante uma corrida.
Os torrienses estão de parabéns por não deixar cair no esquecimento um nome que nos prestigiou no passado. Oxalá ele continue a ser lembrado e a servir de exemplo do que é o verdadeiro desporto.
Lourdes Henriques





domingo, 6 de julho de 2014

UM PARAÍSO À NOSSA BEIRA


A modernidade e a ganância dos homens têm exigências que muitas vezes acabam por destruir locais saudáveis e belos outrora habitados, tirando-lhes as suas características e belezas naturais ao transformá-los em locais ditos de turismo, onde se constroem grandes empreendimentos e condomínios modernos, apelativos ao turismo de luxo de quem tem possibilidades para dele usufruir. Em nome da evolução, trata-se muitas vezes mal a natureza e vão-se destruindo os vestígios do passado, colocando muitas vezes em seu lugar grandes mamarrachos de betão armado, sem beleza, onde as pessoas vivem muitas vezes como que “encaixotadas” em apartamentos.
Mas felizmente nem sempre é assim. Ainda há locais que estão preservados.
Exemplo disso é a ALDEIA DA MATA PEQUENA, no Concelho de Mafra. Uma velha aldeia com casas abandonadas, que uma pessoa que ama Portugal tem vindo a adquirir na sua maioria. As casas velhas e abandonadas vão sendo restauradas, tentando tanto quanto possível preservar, manter, melhorar e alindá-las, sem contudo lhes tirar as características primitivas. Não falta também o local para o Jogo da Malha ou também chamado de Chinquilho, diversão dos homens de antigamente nas aldeias, principalmente aos fins-de-semana.
Também árvores que arrisco mesmo a dizer centenárias, foram tratadas e dos seus velhos troncos renasceu nova vida, muito particularmente oliveiras. Uma vida sã, tranquila, sem poluição, onde contudo não falta a comodidade da água canalizada e luz eléctrica, essenciais para a vida moderna.
E não ficou esquecido um café na aldeia, onde se pode também petiscar.
Até alguns animais, poucos, característicos da vida rural, têm direito a esta paz e sossego. Não falta um Pavão, um Cavalo, Cabrinhas, inclusivamente um Porco afável e muito meigo, que pede carinho e nos afaga como se de um cão se tratasse.
Felizmente que ainda vai havendo quem ame a sua terra e que invista na preservação da natureza, sem causar danos nem destruir o paraíso natural que nos foi oferecido.
Bem-haja quem assim pensa e contribui para que ele não acabe.
Lourdes Henriques

sexta-feira, 13 de junho de 2014

FEIRA MEDIEVAL EM SOBRAL DE MONTE AGRAÇO

Mais um ano lectivo está a terminar para os estudantes.
No Sobral de Monte Agraço este encerramento de aulas foi “festejado” de uma forma diferente das habituais. Na Praça Dr. Eugénio Dias foi montada uma Feira Medieval, onde não faltavam barraquinhas a vender “comes e bebes” e muitos outros produtos, inclusivamente de artesanato e quermesse. Não faltou também a música da época Medieval. Os feirantes e também muitos visitantes estavam todos trajados a rigor, com vestimentas alusivas à Idade Média, sendo que na sua maioria eram os jovens que desempenhavam
estes papéis. No entanto, também alguns professores e pais aderiram ao evento, estando também muitos deles vestidos à época.

Pouco mais posso relatar pois apenas registei o que vi de passagem, mas posso dizer que apreciei e gostei muito de ver o entusiasmo e alegria dos jovens. Julgo que eventos desta natureza, poderão ajudá-los a despertar um pouco mais para a descoberta da História e a interessarem-se mais pela sua aprendizagem.
Iniciativas como esta, em que a juventude se envolve com afinco e entrega, são de louvar. Mostram que, quando há objetivos, as dificuldade são vencidas e os resultados bem positivos.
O meu bem-haja a quem dirige estes assuntos. 

Lourdes Henriques 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora



Este ano o Dia da Mãe no Sobral foi um dia especial. Coincidiu com a Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora, Mãe de Jesus e Nossa Mãe do Céu.
Sei que nem todas as pessoas acreditam nesta crença, mas há que respeitar as ideias de cada um, para que nos respeitem a nós.
Por motivos pessoais, não me foi possível acompanhar todo o percurso desta “visita”. Não vou fazer uma descrição exaustiva da parte religiosa. Apenas um pequeno apontamento do pouco que presenciei, que chegou para poder testemunhar que o povo, apesar das crises, dos desenganos, das doenças, tem a sua Fé, acredita e participa activamente. E costuma-se dizer que “A Fé move montanhas” …
Confesso que gostei de ver o calor e entusiasmo com que os Sobralenses aceitaram e receberam esta visita tão especial. Montras decoradas com imagens da
Nossa Senhora, com muitos arranjos florais compostos por flores azuis e brancas, as cores a Ela atribuídas. As varandas dos prédios também ornamentadas com decorações de todos os feitios, e com colchas brancas, também muitas delas decoradas com as ditas flores, tudo ao gosto dos residentes nos respectivos apartamentos.
Senti algo de magia, como se uma paz interior se apoderasse de mim. Confesso que me emocionei ao ver chegar a procissão com os estandartes de muitas localidades, entoando hinos de Fé à Virgem. Para quem acredita, esta é uma jornada de Fé. Não a percamos pois todos nós, e quem sabe Nossa Senhora continue a proteger Portugal das guerras, dos desastres ecológicos e catástrofes em que a mão do homem é completamente impotente.
Que Ela nos venha trazer a Paz que Portugal e o Mundo tanto precisam …
Lourdes Henriques