VISITANTES

sábado, 12 de julho de 2014

TROFÉU JOAQUIM AGOSTINHO


Está a decorrer a já habitual homenagem ao nosso ex-corredor de ciclismo  Joaquim Agostinho, intitulada “TROFÉU JOAQUIM AGOSTINHO”.
A 1ª. etapa da corrida chegou à meta aqui no Sobral, tendo sido vencedor Edgar Pinto. O novo líder é o espanhol Hélio Hernandez. 
Nada percebo deste desporto, mas gostei de ver a chegada dos corredores. Debaixo de um calor abrasador, percorrida uma distância de muitos quilómetros sendo que a parte final da etapa foi uma longa e íngreme subida até alcançar a meta aqui no Sobral, é de louvar a coragem destes homens que se propõem homenagear um atleta torriense do passado, que por várias vezes foi campeão nacional de ciclismo, mas que nos deixou precocemente devido a um acidente que ocorreu durante uma corrida.
Os torrienses estão de parabéns por não deixar cair no esquecimento um nome que nos prestigiou no passado. Oxalá ele continue a ser lembrado e a servir de exemplo do que é o verdadeiro desporto.
Lourdes Henriques





domingo, 6 de julho de 2014

UM PARAÍSO À NOSSA BEIRA


A modernidade e a ganância dos homens têm exigências que muitas vezes acabam por destruir locais saudáveis e belos outrora habitados, tirando-lhes as suas características e belezas naturais ao transformá-los em locais ditos de turismo, onde se constroem grandes empreendimentos e condomínios modernos, apelativos ao turismo de luxo de quem tem possibilidades para dele usufruir. Em nome da evolução, trata-se muitas vezes mal a natureza e vão-se destruindo os vestígios do passado, colocando muitas vezes em seu lugar grandes mamarrachos de betão armado, sem beleza, onde as pessoas vivem muitas vezes como que “encaixotadas” em apartamentos.
Mas felizmente nem sempre é assim. Ainda há locais que estão preservados.
Exemplo disso é a ALDEIA DA MATA PEQUENA, no Concelho de Mafra. Uma velha aldeia com casas abandonadas, que uma pessoa que ama Portugal tem vindo a adquirir na sua maioria. As casas velhas e abandonadas vão sendo restauradas, tentando tanto quanto possível preservar, manter, melhorar e alindá-las, sem contudo lhes tirar as características primitivas. Não falta também o local para o Jogo da Malha ou também chamado de Chinquilho, diversão dos homens de antigamente nas aldeias, principalmente aos fins-de-semana.
Também árvores que arrisco mesmo a dizer centenárias, foram tratadas e dos seus velhos troncos renasceu nova vida, muito particularmente oliveiras. Uma vida sã, tranquila, sem poluição, onde contudo não falta a comodidade da água canalizada e luz eléctrica, essenciais para a vida moderna.
E não ficou esquecido um café na aldeia, onde se pode também petiscar.
Até alguns animais, poucos, característicos da vida rural, têm direito a esta paz e sossego. Não falta um Pavão, um Cavalo, Cabrinhas, inclusivamente um Porco afável e muito meigo, que pede carinho e nos afaga como se de um cão se tratasse.
Felizmente que ainda vai havendo quem ame a sua terra e que invista na preservação da natureza, sem causar danos nem destruir o paraíso natural que nos foi oferecido.
Bem-haja quem assim pensa e contribui para que ele não acabe.
Lourdes Henriques

sexta-feira, 13 de junho de 2014

FEIRA MEDIEVAL EM SOBRAL DE MONTE AGRAÇO

Mais um ano lectivo está a terminar para os estudantes.
No Sobral de Monte Agraço este encerramento de aulas foi “festejado” de uma forma diferente das habituais. Na Praça Dr. Eugénio Dias foi montada uma Feira Medieval, onde não faltavam barraquinhas a vender “comes e bebes” e muitos outros produtos, inclusivamente de artesanato e quermesse. Não faltou também a música da época Medieval. Os feirantes e também muitos visitantes estavam todos trajados a rigor, com vestimentas alusivas à Idade Média, sendo que na sua maioria eram os jovens que desempenhavam
estes papéis. No entanto, também alguns professores e pais aderiram ao evento, estando também muitos deles vestidos à época.

Pouco mais posso relatar pois apenas registei o que vi de passagem, mas posso dizer que apreciei e gostei muito de ver o entusiasmo e alegria dos jovens. Julgo que eventos desta natureza, poderão ajudá-los a despertar um pouco mais para a descoberta da História e a interessarem-se mais pela sua aprendizagem.
Iniciativas como esta, em que a juventude se envolve com afinco e entrega, são de louvar. Mostram que, quando há objetivos, as dificuldade são vencidas e os resultados bem positivos.
O meu bem-haja a quem dirige estes assuntos. 

Lourdes Henriques 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora



Este ano o Dia da Mãe no Sobral foi um dia especial. Coincidiu com a Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora, Mãe de Jesus e Nossa Mãe do Céu.
Sei que nem todas as pessoas acreditam nesta crença, mas há que respeitar as ideias de cada um, para que nos respeitem a nós.
Por motivos pessoais, não me foi possível acompanhar todo o percurso desta “visita”. Não vou fazer uma descrição exaustiva da parte religiosa. Apenas um pequeno apontamento do pouco que presenciei, que chegou para poder testemunhar que o povo, apesar das crises, dos desenganos, das doenças, tem a sua Fé, acredita e participa activamente. E costuma-se dizer que “A Fé move montanhas” …
Confesso que gostei de ver o calor e entusiasmo com que os Sobralenses aceitaram e receberam esta visita tão especial. Montras decoradas com imagens da
Nossa Senhora, com muitos arranjos florais compostos por flores azuis e brancas, as cores a Ela atribuídas. As varandas dos prédios também ornamentadas com decorações de todos os feitios, e com colchas brancas, também muitas delas decoradas com as ditas flores, tudo ao gosto dos residentes nos respectivos apartamentos.
Senti algo de magia, como se uma paz interior se apoderasse de mim. Confesso que me emocionei ao ver chegar a procissão com os estandartes de muitas localidades, entoando hinos de Fé à Virgem. Para quem acredita, esta é uma jornada de Fé. Não a percamos pois todos nós, e quem sabe Nossa Senhora continue a proteger Portugal das guerras, dos desastres ecológicos e catástrofes em que a mão do homem é completamente impotente.
Que Ela nos venha trazer a Paz que Portugal e o Mundo tanto precisam …
Lourdes Henriques

terça-feira, 29 de abril de 2014

Os velhos, a Internet e a depressão!

Aposentados que usam a Internet são menos propensos a sofrerem de Depressão


23 de abril de 2014
NOVA YORK (Reuters Health) - Os americanos mais velhos que passaram regularmente algum tempo on-line foram cerca de um terço menos propensos a sofrer de depressão em comparação com colegas que não usam a Internet.
"O maior impacto de depressão era na verdade nas pessoas que viviam sozinhas, por isso realmente se sugere a conexão com os outros, eliminando o isolamento e a solidão ", disse a principal autora do estudo, Shelia Cotten.
A depressão afecta cerca de 8% dos americanos com mais de 50 anos de idade (entre 5 e 10 milhões de pessoas) dizem os autores nas revistas de Gerontologia: Série B.
Os adultos mais velhos são muito mais propensos a sofrer de depressão, solidão e isolamento social do que as pessoas mais jovens, disse Cotten à “Reuters Health”.
Uma investigadora na área dos media, telecomunicações e informática na Universidade Estatal do Michigan, em Lansing Este, quis ver se, colocando os idosos online, poderia reduzir aquele risco.
Cotten e os seus colegas analisaram respostas reunidas ao longo de seis anos pela Saúde e Aposentadoria dos EUA num grande estudo populacional que incide sobre as transições que americanos atravessam quando se aposentam. Os dados cobriram 3.075 homens reformados e mulheres que não vivem em lares de idosos.
Os pesquisadores identificaram a depressão através de respostas a um questionário de oito itens e, aos participantes da pesquisa, foi perguntado directamente sobre o uso da Internet para e-mail ou quaisquer outros fins.
Cerca de 30% dos participantes eram utilizadores da Internet. Quando os pesquisadores compararam os índices de depressão, chegaram à conclusão que pessoas que iam à Internet tinham uma probabilidade 33% menor de depressão em comparação com aqueles que não iam.
O estudo não examinou o quanto as pessoas usaram a Internet nem analisou os efeitos de tipos específicos de uso da Internet, apontou Cotten. Contudo, em estudos anteriores, os resultados sugerem que os adultos mais velhos estão mais interessados em comunicar com a sua família e amigos, geralmente por e-mail, disse Cotten.

segunda-feira, 24 de março de 2014

COMUNIDADE VIDA E PAZ

A Comunidade Vida e Paz é uma instituição de Solidariedade Social, com personalidade Jurídica e civil, sem fins lucrativos, criada em 1989 e tutelada pelo Patriarcado de Lisboa.
A sua origem está ligada à interpelação sentida por um grupo de católicos sobe a coordenação da irmã “MARIA”, uma religiosa da congregação das servas de Nossa Senhora de Fátima, face à situação de desamparo e carência vividas pelos mais desprotegidos, os que vagueiam e pernoitam pelas ruas, os sem-abrigo. Em seu favor como meio para os libertar da exclusão e da marginalidade Social, a Comunidade Vida e Paz idealizou um projeto de reabilitação, reinserção e dignificação humana e Social, inspirada na doutrina social da igreja e nos princípios do Humanismo Ocidental”
Com base nesta decisão, e ao longo do tempo, vários centros têm vindo a ser criados, encontrando-se espalhados por várias zonas do País, um dos quais na Quinta do Espirito Santo na Sapataria, Sobral de Monte Agraço.
Esta quinta foi doada em 1994 e iniciou a sua atividade em Dezembro de 1997, tendo capacidade para 67 utentes.
Neste centro, desenvolve-se um programa de reabilitação adequado, com vista à recuperação, reintegração social dos indivíduos. É prestado apoio na satisfação de necessidades básicas de sobrevivência, apoio psicológico e Social, cuidados de saúde, participação em ateliers ocupacionais e encaminhamento para ações de formação que permitam a aquisição de competências pessoais e relacionais.”
A Covipaz, empresa de inserção social criada em 2010, e dirigida a ex-utentes, privados de suporte familiar e com dificuldades de integração autónoma no mercado de trabalho, a quem é proporcionado uma experiência/treino sócio profissional ao abrigo de um contrato de trabalho, em ambiente de trabalho protegido nos domínios da construção civil, limpeza urbana e jardinagem, com vista a uma inserção autónoma bem-sucedida naquele mercado. Estando sediada na Venda do Pinheiro.”
Existe também um programa de Apoio Pós-Alta criado em 2010 que garante o
acompanhamento de todos os ex-utentes que após a saída dos programas de tratamento/reabilitação e já autonomizados, careçam de apoio psicossocial, de alojamento ou outro. Os técnicos responsáveis por este programa encarregam-se de estabelecer um contacto regular e permanente com os ex-utentes.” Esta quinta fazia
parte do património de um cidadão Belga, Sr. Julle Loose, há muito a residir em Portugal, não tendo ele descendentes diretos (filhos) decidiu graças à sua generosidade doá-la à Comunidade Vida e Paz, na condição de aí viver até final dos seus dias, e assim aconteceu.
Para além do vasto casario da quinta, também dela faz parte uma área de terreno agrícola, onde constam árvores de fruto e algumas estufas. Sendo aí produzidos produtos hortícolas, cultivados pelos próprios utentes, não só para consumo interno, mas também para serem vendidos nas chamadas “feiras na quinta,” realizadas no primeiro e terceiro sábado de cada mês.
Ali, e quem assim o desejar, pode encontrar a preços bastante acessíveis, desde vestuário, louças, eletrodomésticos, móveis, etc., etc. Todos estes artigos são doados, tendo como finalidade a angariação de fundos para fazerem face às elevadas despesas que uma causa desta natureza envolve. Como todos nós sabemos os apoios prestados são sempre insuficientes. Por isso tudo o que se possa fazer para ajudar esta causa humanitária que tanto faz em prol dos mais desprotegidos, os sem- abrigo, e também famílias em situação de carência extrema, nunca será de mais. Para isso existem várias formas de o fazer, aqui ficam algumas delas: 0,5% do seu IRS reverter a favor da Comunidade Vida e Paz,
502310421
X
COMUNIDADE VIDA E PAZ
fazer uma chamada de valor acrescentado para o nº 760501020, fazer donativos, quer em dinheiro, bens alimentares e outros.
Para dar uma ideia da dimensão da generosidade humana devo dizer que,” a Comunidade Vida e Paz, conta nas voltas da noite com cerca de 600 voluntários que todas as noites saem da sede (Lisboa) rotativamente e organizados em 56 equipas.
Percorrem a cidade de Lisboa em 4 circuitos diferentes “nas carrinhas brancas” parando em 96 pontos da cidade. Com esta intervenção a Comunidade pretende criar uma relação de confiança, escutar e motivar as pessoas sem-abrigo a mudar de vida. De forma a facilitar a comunicação entre os voluntários e as pessoas sem-abrigo, as equipas distribuem alimentos e agasalhos”. 
BEM HAJAM.
Rosa Santos

sábado, 22 de março de 2014

DIA MUNDIAL DA POESIA


O Clube Sobral Sénior Activo comemorou no passado dia 21 o DIA MUNDIAL DA POESIA, com uma pequena “festa”, se assim lhe quisermos chamar, que decorreu no Pavilhão Soeirinho, no Sobral.
Foi efectuado um recital de poesia pelos alunos séniores pertencentes à aula de Artes Cénicas, cujo responsável é o Manuel Augusto Hortênsio, sendo que a abertura e encerramento do evento foi abrilhantado pela actuação do Coro, cuja direcção está a cargo de Pedro Sanguinho.
A par desta pequena demonstração de poesia e canto, que apenas quis mostrar que afinal os mais idosos também conseguem fazer algo de interessante e não são nenhuns inúteis, houve também uma pequenina exposição de alguns trabalhos de Artes Decorativas, Pintura e Artesanato, onde se puderam observar peças com grande trabalho e mérito, direi mesmo, algumas “pequenas obras de arte”.
O Sobral está de parabéns, pois contém no seu seio actividades que poderão contribuir para o bem estar e apoio intelectual daqueles que já deram tudo à sociedade, mas que têm o direito a continuar vivos, e não esperar pela morte dentro de quatro paredes. É pois preciso despertá-los.
Bem-haja às entidades que nos facultam as condições para podermos continuar a viver e conviver, bem assim aos Voluntários que com toda a sua dádiva e generosidade, nos proporcionam momentos tão especiais.
Lourdes Henriques

quinta-feira, 13 de março de 2014

SENTI-ME UMA AVE RARA



Ao deslocar-me a Lisboa com destino a uma consulta num hospital, senti-me uma ave rara.
Nos transportes que tive que utilizar, especialmente no metropolitano, reparei que uma boa percentagem de pessoas, muitos jovens e outros nem tanto, levavam nos seus ouvidos “fones” e nem sequer levantavam a cabeça dos seus modernos “aparelhómetros” que levavam nas mãos, para onde olhavam com avidez e interesse, muitas vezes nem sequer reparando que estavam na paragem onde deviam sair.
E ao chegar à sala de espera do hospital, reparei que o cenário se repetia, ao ponto de um
nome ser solicitado para a consulta e a distração ser tanta, que a utente nem ligou.
Não sei se por estar a atravessar uma fase em que me sinto extremamente sensível, desgastada, mas o que é certo é que me senti desconfortada, como se fosse uma ave rara caída do céu, num planeta que não é o meu. Olhei à minha volta, e poucos vi como eu.
Grupos de amigos sem conversa, apenas interessados nas mensagens, nos Ipad e nesse sem número de modernices, que me senti num mundo de loucos!
Talvez seja eu que estou a ficar louca, mas não.
Não sou retrógrada. Concordo e aceito de bom grado a evolução, as novas descobertas da tecnologia e até sou muito compreensiva e condescendente com os jovens, pois este será (e já o é) o seu mundo. Mas será que deixou de existir tempo para confraternizar, olharem-se nos olhos e viver a amizade? Conversar e trocar ideias com outras pessoas? Apenas lhes interessa um “novo aparelhinho” que acariciam com muito amor entre os seus dedos, como se o seu melhor amigo afagassem!
Abençoada evolução (?)” que está a acabar com os valores sentimentais e familiares, com os laços de ternura, carinho e amor que, na minha perspectiva, são os únicos que nos fazem valer a pena viver!
Lourdes Henriques

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Adoráveis velhos!




Nesta caminhada que tenho feito acompanhando e sendo acompanhado pelos velhos nas áreas limítrofes à minha actual residência, há já aguns anos, sou surpreendido com manifestações de arte, magníficas afirmações de vontade de viver .

A Luísa é minha aluna de informática. 
Transporta os seus oitenta e muitos apoiada na sua fiel bengala, transporta, não carrega!
Reformada há já alguns anos, sorriso contagiante, olho claro e maroto, surpreendeu-me com estas belas peças de sua execução. Explicou-me todo o seu processo e em cada nuance uma chama de entusiasmo!
Estes pequenos trabalhos são fáceis de transportar feitos em tecido, estanho e outros materiais.
Outros, de maior dimensão ficaram em casa e foram mostrados em fotos.




Mente activa, aceitando as suas limitações, de uma forma humilde testemunha a sua sabedoria que não se importa partilhar. 
Pena não haver mais Luísas dispostas a ensinar, pena que não haja outros com humildade de receber ou proporcionar estas partilhas.

Quando observo o arrastar penoso de muitas vidas  de idades "pseudo" avançadas, lembro-me da Luísa e do seu percurso. Muita contrariedade, muita batalha...

Há tanto talento, tanto desejo de afirmação escondido e acima de tudo não assumido. 
Gostaria de contrariar ou ver contrariado este ficar passivamente sentado no banco da estação à espera do combóio da morte!



Afonso Faria