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terça-feira, 29 de abril de 2014

Os velhos, a Internet e a depressão!

Aposentados que usam a Internet são menos propensos a sofrerem de Depressão


23 de abril de 2014
NOVA YORK (Reuters Health) - Os americanos mais velhos que passaram regularmente algum tempo on-line foram cerca de um terço menos propensos a sofrer de depressão em comparação com colegas que não usam a Internet.
"O maior impacto de depressão era na verdade nas pessoas que viviam sozinhas, por isso realmente se sugere a conexão com os outros, eliminando o isolamento e a solidão ", disse a principal autora do estudo, Shelia Cotten.
A depressão afecta cerca de 8% dos americanos com mais de 50 anos de idade (entre 5 e 10 milhões de pessoas) dizem os autores nas revistas de Gerontologia: Série B.
Os adultos mais velhos são muito mais propensos a sofrer de depressão, solidão e isolamento social do que as pessoas mais jovens, disse Cotten à “Reuters Health”.
Uma investigadora na área dos media, telecomunicações e informática na Universidade Estatal do Michigan, em Lansing Este, quis ver se, colocando os idosos online, poderia reduzir aquele risco.
Cotten e os seus colegas analisaram respostas reunidas ao longo de seis anos pela Saúde e Aposentadoria dos EUA num grande estudo populacional que incide sobre as transições que americanos atravessam quando se aposentam. Os dados cobriram 3.075 homens reformados e mulheres que não vivem em lares de idosos.
Os pesquisadores identificaram a depressão através de respostas a um questionário de oito itens e, aos participantes da pesquisa, foi perguntado directamente sobre o uso da Internet para e-mail ou quaisquer outros fins.
Cerca de 30% dos participantes eram utilizadores da Internet. Quando os pesquisadores compararam os índices de depressão, chegaram à conclusão que pessoas que iam à Internet tinham uma probabilidade 33% menor de depressão em comparação com aqueles que não iam.
O estudo não examinou o quanto as pessoas usaram a Internet nem analisou os efeitos de tipos específicos de uso da Internet, apontou Cotten. Contudo, em estudos anteriores, os resultados sugerem que os adultos mais velhos estão mais interessados em comunicar com a sua família e amigos, geralmente por e-mail, disse Cotten.

segunda-feira, 24 de março de 2014

COMUNIDADE VIDA E PAZ

A Comunidade Vida e Paz é uma instituição de Solidariedade Social, com personalidade Jurídica e civil, sem fins lucrativos, criada em 1989 e tutelada pelo Patriarcado de Lisboa.
A sua origem está ligada à interpelação sentida por um grupo de católicos sobe a coordenação da irmã “MARIA”, uma religiosa da congregação das servas de Nossa Senhora de Fátima, face à situação de desamparo e carência vividas pelos mais desprotegidos, os que vagueiam e pernoitam pelas ruas, os sem-abrigo. Em seu favor como meio para os libertar da exclusão e da marginalidade Social, a Comunidade Vida e Paz idealizou um projeto de reabilitação, reinserção e dignificação humana e Social, inspirada na doutrina social da igreja e nos princípios do Humanismo Ocidental”
Com base nesta decisão, e ao longo do tempo, vários centros têm vindo a ser criados, encontrando-se espalhados por várias zonas do País, um dos quais na Quinta do Espirito Santo na Sapataria, Sobral de Monte Agraço.
Esta quinta foi doada em 1994 e iniciou a sua atividade em Dezembro de 1997, tendo capacidade para 67 utentes.
Neste centro, desenvolve-se um programa de reabilitação adequado, com vista à recuperação, reintegração social dos indivíduos. É prestado apoio na satisfação de necessidades básicas de sobrevivência, apoio psicológico e Social, cuidados de saúde, participação em ateliers ocupacionais e encaminhamento para ações de formação que permitam a aquisição de competências pessoais e relacionais.”
A Covipaz, empresa de inserção social criada em 2010, e dirigida a ex-utentes, privados de suporte familiar e com dificuldades de integração autónoma no mercado de trabalho, a quem é proporcionado uma experiência/treino sócio profissional ao abrigo de um contrato de trabalho, em ambiente de trabalho protegido nos domínios da construção civil, limpeza urbana e jardinagem, com vista a uma inserção autónoma bem-sucedida naquele mercado. Estando sediada na Venda do Pinheiro.”
Existe também um programa de Apoio Pós-Alta criado em 2010 que garante o
acompanhamento de todos os ex-utentes que após a saída dos programas de tratamento/reabilitação e já autonomizados, careçam de apoio psicossocial, de alojamento ou outro. Os técnicos responsáveis por este programa encarregam-se de estabelecer um contacto regular e permanente com os ex-utentes.” Esta quinta fazia
parte do património de um cidadão Belga, Sr. Julle Loose, há muito a residir em Portugal, não tendo ele descendentes diretos (filhos) decidiu graças à sua generosidade doá-la à Comunidade Vida e Paz, na condição de aí viver até final dos seus dias, e assim aconteceu.
Para além do vasto casario da quinta, também dela faz parte uma área de terreno agrícola, onde constam árvores de fruto e algumas estufas. Sendo aí produzidos produtos hortícolas, cultivados pelos próprios utentes, não só para consumo interno, mas também para serem vendidos nas chamadas “feiras na quinta,” realizadas no primeiro e terceiro sábado de cada mês.
Ali, e quem assim o desejar, pode encontrar a preços bastante acessíveis, desde vestuário, louças, eletrodomésticos, móveis, etc., etc. Todos estes artigos são doados, tendo como finalidade a angariação de fundos para fazerem face às elevadas despesas que uma causa desta natureza envolve. Como todos nós sabemos os apoios prestados são sempre insuficientes. Por isso tudo o que se possa fazer para ajudar esta causa humanitária que tanto faz em prol dos mais desprotegidos, os sem- abrigo, e também famílias em situação de carência extrema, nunca será de mais. Para isso existem várias formas de o fazer, aqui ficam algumas delas: 0,5% do seu IRS reverter a favor da Comunidade Vida e Paz,
502310421
X
COMUNIDADE VIDA E PAZ
fazer uma chamada de valor acrescentado para o nº 760501020, fazer donativos, quer em dinheiro, bens alimentares e outros.
Para dar uma ideia da dimensão da generosidade humana devo dizer que,” a Comunidade Vida e Paz, conta nas voltas da noite com cerca de 600 voluntários que todas as noites saem da sede (Lisboa) rotativamente e organizados em 56 equipas.
Percorrem a cidade de Lisboa em 4 circuitos diferentes “nas carrinhas brancas” parando em 96 pontos da cidade. Com esta intervenção a Comunidade pretende criar uma relação de confiança, escutar e motivar as pessoas sem-abrigo a mudar de vida. De forma a facilitar a comunicação entre os voluntários e as pessoas sem-abrigo, as equipas distribuem alimentos e agasalhos”. 
BEM HAJAM.
Rosa Santos

sábado, 22 de março de 2014

DIA MUNDIAL DA POESIA


O Clube Sobral Sénior Activo comemorou no passado dia 21 o DIA MUNDIAL DA POESIA, com uma pequena “festa”, se assim lhe quisermos chamar, que decorreu no Pavilhão Soeirinho, no Sobral.
Foi efectuado um recital de poesia pelos alunos séniores pertencentes à aula de Artes Cénicas, cujo responsável é o Manuel Augusto Hortênsio, sendo que a abertura e encerramento do evento foi abrilhantado pela actuação do Coro, cuja direcção está a cargo de Pedro Sanguinho.
A par desta pequena demonstração de poesia e canto, que apenas quis mostrar que afinal os mais idosos também conseguem fazer algo de interessante e não são nenhuns inúteis, houve também uma pequenina exposição de alguns trabalhos de Artes Decorativas, Pintura e Artesanato, onde se puderam observar peças com grande trabalho e mérito, direi mesmo, algumas “pequenas obras de arte”.
O Sobral está de parabéns, pois contém no seu seio actividades que poderão contribuir para o bem estar e apoio intelectual daqueles que já deram tudo à sociedade, mas que têm o direito a continuar vivos, e não esperar pela morte dentro de quatro paredes. É pois preciso despertá-los.
Bem-haja às entidades que nos facultam as condições para podermos continuar a viver e conviver, bem assim aos Voluntários que com toda a sua dádiva e generosidade, nos proporcionam momentos tão especiais.
Lourdes Henriques

quinta-feira, 13 de março de 2014

SENTI-ME UMA AVE RARA



Ao deslocar-me a Lisboa com destino a uma consulta num hospital, senti-me uma ave rara.
Nos transportes que tive que utilizar, especialmente no metropolitano, reparei que uma boa percentagem de pessoas, muitos jovens e outros nem tanto, levavam nos seus ouvidos “fones” e nem sequer levantavam a cabeça dos seus modernos “aparelhómetros” que levavam nas mãos, para onde olhavam com avidez e interesse, muitas vezes nem sequer reparando que estavam na paragem onde deviam sair.
E ao chegar à sala de espera do hospital, reparei que o cenário se repetia, ao ponto de um
nome ser solicitado para a consulta e a distração ser tanta, que a utente nem ligou.
Não sei se por estar a atravessar uma fase em que me sinto extremamente sensível, desgastada, mas o que é certo é que me senti desconfortada, como se fosse uma ave rara caída do céu, num planeta que não é o meu. Olhei à minha volta, e poucos vi como eu.
Grupos de amigos sem conversa, apenas interessados nas mensagens, nos Ipad e nesse sem número de modernices, que me senti num mundo de loucos!
Talvez seja eu que estou a ficar louca, mas não.
Não sou retrógrada. Concordo e aceito de bom grado a evolução, as novas descobertas da tecnologia e até sou muito compreensiva e condescendente com os jovens, pois este será (e já o é) o seu mundo. Mas será que deixou de existir tempo para confraternizar, olharem-se nos olhos e viver a amizade? Conversar e trocar ideias com outras pessoas? Apenas lhes interessa um “novo aparelhinho” que acariciam com muito amor entre os seus dedos, como se o seu melhor amigo afagassem!
Abençoada evolução (?)” que está a acabar com os valores sentimentais e familiares, com os laços de ternura, carinho e amor que, na minha perspectiva, são os únicos que nos fazem valer a pena viver!
Lourdes Henriques

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Adoráveis velhos!




Nesta caminhada que tenho feito acompanhando e sendo acompanhado pelos velhos nas áreas limítrofes à minha actual residência, há já aguns anos, sou surpreendido com manifestações de arte, magníficas afirmações de vontade de viver .

A Luísa é minha aluna de informática. 
Transporta os seus oitenta e muitos apoiada na sua fiel bengala, transporta, não carrega!
Reformada há já alguns anos, sorriso contagiante, olho claro e maroto, surpreendeu-me com estas belas peças de sua execução. Explicou-me todo o seu processo e em cada nuance uma chama de entusiasmo!
Estes pequenos trabalhos são fáceis de transportar feitos em tecido, estanho e outros materiais.
Outros, de maior dimensão ficaram em casa e foram mostrados em fotos.




Mente activa, aceitando as suas limitações, de uma forma humilde testemunha a sua sabedoria que não se importa partilhar. 
Pena não haver mais Luísas dispostas a ensinar, pena que não haja outros com humildade de receber ou proporcionar estas partilhas.

Quando observo o arrastar penoso de muitas vidas  de idades "pseudo" avançadas, lembro-me da Luísa e do seu percurso. Muita contrariedade, muita batalha...

Há tanto talento, tanto desejo de afirmação escondido e acima de tudo não assumido. 
Gostaria de contrariar ou ver contrariado este ficar passivamente sentado no banco da estação à espera do combóio da morte!



Afonso Faria

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

CONVÍVIO DE NATAL DOS ALUNOS DA ESCOLA DE MÚSICA E DAS CRIANÇAS DA CATEQUESE DA SAPATARIA


Realizou-se no passado dia 22 de Dezembro no Clube da Sapataria, o Convívio de Natal dos alunos da Escola de Música, e das crianças da Catequese desta localidade.
Cerca das 15 horas, após as saudações de boas vindas e de Natal, ao público ali presente, proferidas por pessoas ligadas ao evento, foi dado início ao espetáculo musical, digamos assim!
Pelo bonito palco foram passando os alunos da Escola de Música, interpretando números das diversas áreas musicais.
No final de cada atuação o público ali presente, que enchia por completo aquela sala, aplaudia entusiasticamente.

É admirável ver e ouvir o que aquelas crianças, algumas bem pequenas, jovens e menos jovens conseguem fazer. Tendo em conta que as aulas tiveram início apenas em Março de 2013.
Gostei imenso do que ouvi e vi mas, o meu destaque vai para o Rafael, um menino de apenas sete aninhos que, com o seu acordeão quase maior que ele, interpretou a música “parabéns” de tal forma que lhe valeu duas salva de palmas.
Seguidamente também pelo palco passaram as crianças da Catequese. Desfilaram, representaram, cantaram e “ENCANTARAM”. Ao que o público ali presente respondeu com fortes aplausos.
Também neste espaço, foi possível ver uma mostra de pintura em tela, com trabalhos realizados por duas alunas.
Seguiu-se um lanche para ser degustado por quem assim o desejasse.
Para terminar, PARABÊNS aos Professores e alunos da Escola de Música, também às crianças da Catequese e suas Catequistas, pelo magnífico trabalho realizado.
PARABÊNS à direção do clube da Sapataria, por apostar numa área tão importante como é a Cultura.


Rosa Santos 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

SONHO DE NATAL



Voltemos a ser crianças,
Voltemos a ter esperanças,
Estamos vivos, afinal!
Amigos, vamos sonhar
E de novo imaginar
Que vem aí o Pai Natal!

Este ano chegou mais cedo,
E não precisamos ter medo
De um pedido lhe fazer.
É que ele veio perguntar,
Para a todos agradar,
O que queremos receber.

De pedir, eu gostaria,
P’ró mundo inteiro Alegria,
Muita Paz e muito Amor.
E onde houver uma criança
Que haja sempre uma lembrança,


E lhe seja poupada a dor.

Que toda a guerra acabasse,
Que entre os povos começasse
A era da Fraternidade.
E que este ano o Pai Natal,
Ainda que virtual,
Trouxesse ao mundo a Amizade…

E no meu sonho de agora
Como se fora de outrora,
Que feliz eu ficaria
Se os homens dessem as mãos

E vivessem como irmãos!
O mundo era uma Alegria…

Mas meu pedido, afinal,
É ilusão virtual,
Um presente imaginário.
E agora que acordeiDe ser criança, deixei,
Foi-se embora o Pai Natal!...


Lourdes Henriques

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Natal,as televisões,os pobres...

Para quem lê a Bíblia estas palavras ou pelo menos o seu sentido é familiar.
"Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens...
Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;"

Nesta época há uma histeria colectiva pelas prendas, pelos esfomeados, sem abrigo, desfavorecidos em geral.
Sinto uma enorme indignação com os actos sazonais de “caridadezinhas”, uma revolta grande pelo uso das Pessoas e suas situações como grandes notícias apelidadas de solidariedade.
Há sem abrigos desfigurados a comer sofregamente...lá está a televisão!
Há uma distribuição de cabazes promovida por uma escola...lá está uma televisão!
Ainda ontem o título da notícia era...a Televisão surpreende desfavorecidos em casa, com distribuição de bens!
Já ouviram falar em DIGNIDADE?
E os desfavorecidos prestam-se, agradecidos, os sem abrigo prestam-se, agradecidos, os pobres prestam-se, agradecidos...
E os promotores agradecem felizes, alguns até barretes de pai natal enfiados com luzinhas pisca pisca a brilhar, para que tudo seja mais colorido e divertido. Sucesso, quanto agradecidos ficam os pobres...
Para o ano há mais, de novo uma coisa em grande, com muita publicidade!
Há quem ouse chamar de Natal este teatro burlesco com actores, espectadores, agentes, câmaras.
Eu conheci outro.

Afonso Faria

 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

CONVÍVIO DE NATAL DE 2013 DOS SENIORES DO SOBRAL DE MONTE AGRAÇO


No dia 15 decorreu no Pavilhão do Soeirinho, o já habitual Lanche/Convívio para os Seniores do Concelho.

A sala estava repleta de idosos vindos das várias freguesias.

Após a saudação de Natal efectuada pelo grupo executivo da Câmara, seguiu-se a actuação do Grupo Coral Gente Gira (Coro do Clube Sénior do Sobral) que interpretou vários números. A actuação iniciou-se com o Hino da Gente Gira, música de Pedro Sanguinho,  e  letra da autoria do professor de Artes Cénicas, Manuel Augusto Hortênsio (ausente por motivos pessoais). O público gostou e aplaudiu.

Seguiu-se a leitura de algumas quadras feitas por uma aluna octogenária do Coro, em agradecimento às entidades oficiais do Concelho e votos de Boas Festas a todos os presentes.

Como não podia deixar de ser, tivemos no palco a já habitual presença da acordeonista Sofia Henriques, que todos os anos nos prenda com a sua arte. Desta vez, como surpresa, houve uma participação da minha parte, que acompanhada pela Sofia, cantei um fado numa pequena homenagem que achei por bem fazer ao Professor Pedro Sanguinhos.

E a Sofia terminou a sua actuação com algumas músicas para dançar, seguindo-se depois o lanche.

Deixo aqui o meu testemunho e espero que estes encontros vão continuando a acontecer, pois é uma forma saudável de conviver. E quem sabe, para muitos dos assistentes, um dia feliz e diferente de tantos outros das suas vidas…

Quero deixar os meus votos de Boas Festas e que o Novo Ano seja repleto de saúde e alegria.

Lourdes Henriques