sexta-feira, 18 de abril de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
COMUNIDADE VIDA E PAZ
“A Comunidade Vida e Paz é uma instituição de Solidariedade Social,
com personalidade Jurídica e civil, sem fins lucrativos, criada em
1989 e tutelada pelo Patriarcado de Lisboa.
A
sua origem está ligada à interpelação sentida por um grupo de
católicos sobe a coordenação da irmã “MARIA”, uma religiosa
da congregação das servas de Nossa Senhora de Fátima, face à
situação de desamparo e carência vividas pelos mais desprotegidos,
os que vagueiam e pernoitam pelas ruas, os sem-abrigo. Em seu favor
como meio para os libertar da exclusão e da marginalidade Social, a
Comunidade Vida e Paz idealizou um projeto de reabilitação,
reinserção e dignificação humana e Social, inspirada na doutrina
social da igreja e nos princípios do Humanismo Ocidental”
Esta
quinta foi doada em 1994 e iniciou a sua atividade em Dezembro de
1997, tendo capacidade para 67 utentes.
“Neste
centro, desenvolve-se um programa de reabilitação adequado, com
vista à recuperação, reintegração social dos indivíduos. É
prestado apoio na satisfação de necessidades básicas de
sobrevivência, apoio psicológico e Social, cuidados de saúde,
participação em ateliers ocupacionais e encaminhamento para ações
de formação que permitam a aquisição de competências pessoais e
relacionais.”
“A
Covipaz, empresa de inserção social criada em 2010, e dirigida a
ex-utentes, privados de suporte familiar e com dificuldades de
integração autónoma no mercado de trabalho, a quem é
proporcionado uma experiência/treino sócio profissional ao abrigo
de um contrato de trabalho, em ambiente de trabalho protegido nos
domínios da construção civil, limpeza urbana e jardinagem, com
vista a uma inserção autónoma bem-sucedida naquele mercado.
Estando sediada na Venda do Pinheiro.”
“Existe
também um programa de Apoio Pós-Alta criado em 2010 que garante o
acompanhamento de todos os ex-utentes que após a saída dos programas de tratamento/reabilitação e já autonomizados, careçam de apoio psicossocial, de alojamento ou outro. Os técnicos responsáveis por este programa encarregam-se de estabelecer um contacto regular e permanente com os ex-utentes.” Esta quinta fazia
acompanhamento de todos os ex-utentes que após a saída dos programas de tratamento/reabilitação e já autonomizados, careçam de apoio psicossocial, de alojamento ou outro. Os técnicos responsáveis por este programa encarregam-se de estabelecer um contacto regular e permanente com os ex-utentes.” Esta quinta fazia
parte do património de um cidadão Belga, Sr. Julle Loose, há muito
a residir em Portugal, não tendo ele descendentes diretos (filhos)
decidiu graças à sua generosidade doá-la à Comunidade Vida e Paz,
na condição de aí viver até final dos seus dias, e assim
aconteceu.
Para
além do vasto casario da quinta, também dela faz parte uma área de
terreno agrícola, onde constam árvores de fruto e algumas estufas.
Sendo aí produzidos produtos hortícolas, cultivados pelos próprios
utentes, não só para consumo interno, mas também para serem
vendidos nas chamadas “feiras na quinta,” realizadas no primeiro
e terceiro sábado de cada mês.
Ali,
e quem assim o desejar, pode encontrar a preços bastante acessíveis,
desde vestuário, louças, eletrodomésticos, móveis, etc., etc.
Todos estes artigos são doados, tendo como finalidade a angariação
de fundos para fazerem face às elevadas despesas que uma causa desta
natureza envolve. Como todos nós sabemos os apoios prestados são
sempre insuficientes. Por isso tudo o que se possa fazer para ajudar
esta causa humanitária que tanto faz em prol dos mais desprotegidos,
os sem- abrigo, e também famílias em situação de carência
extrema, nunca será de mais. Para isso existem várias formas de
o fazer, aqui ficam algumas delas: 0,5% do seu IRS reverter a favor
da Comunidade Vida e Paz,|
502310421
|
X
|
COMUNIDADE
VIDA E PAZ
|
Para
dar uma ideia da dimensão da generosidade humana devo dizer que,”
a Comunidade Vida e Paz, conta nas voltas da noite com cerca de 600
voluntários que todas as noites saem da sede (Lisboa) rotativamente
e organizados em 56 equipas.
Percorrem
a cidade de Lisboa em 4 circuitos diferentes “nas carrinhas
brancas” parando em 96 pontos da cidade. Com esta intervenção a
Comunidade pretende criar uma relação de confiança, escutar e
motivar as pessoas sem-abrigo a mudar de vida. De forma a facilitar a
comunicação entre os voluntários e as pessoas sem-abrigo, as
equipas distribuem alimentos e agasalhos”.
BEM HAJAM.
Rosa Santos
sábado, 22 de março de 2014
DIA MUNDIAL DA POESIA
Bem-haja
às entidades que nos facultam as condições para podermos continuar
a viver e conviver, bem assim aos Voluntários que com toda a sua
dádiva e generosidade, nos proporcionam momentos tão especiais.
Lourdes Henriques
quinta-feira, 13 de março de 2014
SENTI-ME UMA AVE RARA
Ao
deslocar-me a Lisboa com destino a uma consulta num hospital,
senti-me uma ave rara.

Nos
transportes que tive que utilizar, especialmente no metropolitano,
reparei que uma boa percentagem de pessoas, muitos jovens e outros
nem tanto, levavam nos seus ouvidos “fones”
e nem sequer levantavam a cabeça dos seus modernos “aparelhómetros”
que levavam nas mãos, para onde olhavam com avidez e interesse,
muitas vezes nem sequer reparando que estavam na paragem onde deviam
sair.
E
ao chegar à sala de espera do hospital, reparei que o cenário se
repetia, ao ponto de um
nome ser solicitado para a consulta e a distração ser tanta, que a utente nem ligou.
nome ser solicitado para a consulta e a distração ser tanta, que a utente nem ligou.
Não
sei se por estar a atravessar uma fase em que me sinto extremamente
sensível, desgastada, mas o que é certo é que me senti
desconfortada, como se fosse uma ave rara caída do céu, num planeta
que não é o meu. Olhei à minha volta, e poucos vi como eu.
Grupos
de amigos sem conversa, apenas interessados nas mensagens, nos Ipad e
nesse sem número de modernices, que me senti num mundo de loucos!
Talvez
seja eu que estou a ficar louca, mas não.
Não
sou retrógrada. Concordo e aceito de bom grado a evolução, as
novas descobertas da tecnologia e até sou muito compreensiva e
condescendente com os jovens, pois este será (e já o é) o seu
mundo. Mas será que deixou de existir tempo para confraternizar,
olharem-se nos olhos e viver a amizade? Conversar e trocar ideias com
outras pessoas? Apenas lhes interessa um “novo
aparelhinho” que
acariciam com muito amor entre os seus dedos, como se o seu melhor
amigo afagassem!
“Abençoada
evolução (?)” que está a acabar com os valores sentimentais e
familiares, com os laços de ternura, carinho e amor que, na minha
perspectiva, são os únicos que nos fazem valer a pena viver!
Lourdes Henriques
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Adoráveis velhos!
Nesta caminhada que tenho feito acompanhando e sendo acompanhado pelos velhos nas áreas limítrofes à minha actual residência, há já aguns anos, sou surpreendido com manifestações de arte, magníficas afirmações de vontade de viver .
A Luísa é minha aluna de informática.
Transporta os seus oitenta e muitos apoiada na sua fiel bengala, transporta, não carrega!
Reformada há já alguns anos, sorriso contagiante, olho claro e maroto, surpreendeu-me com estas belas peças de sua execução. Explicou-me todo o seu processo e em cada nuance uma chama de entusiasmo!
Estes pequenos trabalhos são fáceis de transportar feitos em tecido, estanho e outros materiais.
Outros, de maior dimensão ficaram em casa e foram mostrados em fotos.

Mente activa, aceitando as suas limitações, de uma forma humilde testemunha a sua sabedoria que não se importa partilhar.
Pena não haver mais Luísas dispostas a ensinar, pena que não haja outros com humildade de receber ou proporcionar estas partilhas.
Quando observo o arrastar penoso de muitas vidas de idades "pseudo" avançadas, lembro-me da Luísa e do seu percurso. Muita contrariedade, muita batalha...
Há tanto talento, tanto desejo de afirmação escondido e acima de tudo não assumido.
Gostaria de contrariar ou ver contrariado este ficar passivamente sentado no banco da estação à espera do combóio da morte!
Afonso Faria
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
CONVÍVIO DE NATAL DOS ALUNOS DA ESCOLA DE MÚSICA E DAS CRIANÇAS DA CATEQUESE DA SAPATARIA
Realizou-se
no passado dia 22 de Dezembro no Clube da Sapataria, o Convívio de Natal dos
alunos da Escola de Música, e das crianças da Catequese desta localidade.
Pelo
bonito palco foram passando os alunos da Escola de Música, interpretando
números das diversas áreas musicais.
No
final de cada atuação o público ali presente, que enchia por completo aquela
sala, aplaudia entusiasticamente.
É
admirável ver e ouvir o que aquelas crianças, algumas bem pequenas, jovens e
menos jovens conseguem fazer. Tendo em conta que as aulas tiveram início apenas
em Março de 2013.
Seguidamente
também pelo palco passaram as crianças da Catequese. Desfilaram, representaram,
cantaram e “ENCANTARAM”. Ao que o público ali presente respondeu com fortes
aplausos.
Seguiu-se
um lanche para ser degustado por quem assim o desejasse.
Para
terminar, PARABÊNS aos Professores e alunos da Escola de Música, também às
crianças da Catequese e suas Catequistas, pelo magnífico trabalho realizado.
PARABÊNS
à direção do clube da Sapataria, por apostar numa área tão importante como é a
Cultura.
Rosa
Santos
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
SONHO DE NATAL
.jpg)
Voltemos a ser crianças,
Voltemos a ter esperanças,
Estamos vivos, afinal!
Amigos, vamos sonhar
E de novo imaginar
Que vem aí o Pai Natal!
Este ano chegou mais cedo,
E não precisamos ter medo
De um pedido lhe fazer.
É que ele veio perguntar,
Para a todos agradar,
O que queremos receber.
De pedir, eu gostaria,
P’ró mundo inteiro Alegria,
Muita Paz e muito Amor.
E onde houver uma criança
Que haja sempre uma lembrança,
E lhe seja poupada a dor.
Que toda a guerra acabasse,
Que entre os povos começasse
A era da Fraternidade.
E que este ano o Pai Natal,
Ainda que virtual,
Trouxesse ao mundo a Amizade…
E no meu sonho de agora
Como se fora de outrora,
Que feliz eu ficaria
Se os homens dessem as mãos
E vivessem como irmãos!
O mundo era uma Alegria…
Mas meu pedido, afinal,
É ilusão virtual,
Um presente imaginário.
E agora que acordeiDe ser criança, deixei,
Foi-se embora o Pai Natal!...
Lourdes Henriques
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
O Natal,as televisões,os pobres...
Para
quem lê a Bíblia estas palavras ou pelo menos o seu sentido é
familiar.
"Quando,
pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como
fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem
glorificados pelos homens...
Mas,
quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a
tua direita;"
Nesta
época há uma histeria colectiva pelas prendas, pelos esfomeados,
sem abrigo, desfavorecidos em geral.
Sinto
uma enorme indignação com os actos sazonais de “caridadezinhas”,
uma revolta grande pelo uso das Pessoas e suas situações como
grandes notícias apelidadas de solidariedade.
Há
sem abrigos desfigurados a comer sofregamente...lá está a
televisão!
Há
uma distribuição de cabazes promovida por uma escola...lá está
uma televisão!
Ainda
ontem o título da notícia era...a Televisão surpreende
desfavorecidos em casa, com distribuição de bens!
Já
ouviram falar em DIGNIDADE?
E
os desfavorecidos prestam-se, agradecidos, os sem abrigo prestam-se,
agradecidos, os pobres prestam-se, agradecidos...
E
os promotores agradecem felizes, alguns até barretes de pai natal
enfiados com luzinhas pisca pisca a brilhar, para que tudo seja mais
colorido e divertido. Sucesso, quanto agradecidos ficam os pobres...
Para
o ano há mais, de novo uma coisa em grande, com muita publicidade!
Há
quem ouse chamar de Natal este teatro burlesco com actores,
espectadores, agentes, câmaras.
Eu conheci outro.
Afonso Faria
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
CONVÍVIO DE NATAL DE 2013 DOS SENIORES DO SOBRAL DE MONTE AGRAÇO
No
dia 15 decorreu no Pavilhão do Soeirinho, o já habitual
Lanche/Convívio para os Seniores
do Concelho.
A
sala estava repleta de idosos vindos das várias freguesias.
Após
a saudação de Natal efectuada pelo grupo executivo da Câmara,
seguiu-se a actuação do Grupo Coral Gente Gira (Coro do Clube
Sénior do Sobral) que interpretou vários números. A actuação iniciou-se com o Hino da Gente Gira, música de Pedro Sanguinho, e letra da autoria do
professor de Artes Cénicas, Manuel Augusto Hortênsio (ausente por motivos pessoais). O público gostou e aplaudiu.
Seguiu-se
a leitura de algumas quadras feitas por uma aluna octogenária do
Coro, em agradecimento às entidades oficiais do Concelho e votos de
Boas Festas a todos os presentes.
E
a Sofia terminou a sua actuação com algumas músicas para dançar,
seguindo-se depois o lanche.
Deixo
aqui o meu testemunho e espero que estes encontros vão continuando a
acontecer, pois é uma forma saudável de conviver. E quem sabe, para
muitos dos assistentes, um dia feliz e diferente de tantos outros das
suas vidas…
Quero
deixar os meus votos de Boas Festas e que o Novo Ano seja repleto de
saúde e alegria.
Lourdes Henriques
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Falando acerca de Natais...
![]() |
| Lapinha, concebida e fotografada por Renke Matos |
Há
uma época do ano em que me lembro ter nascido na Madeira. Esta, a do
Natal e fim de ano.
Cada
terra com seu uso...costuma-se dizer.
Pretendia
dar a conhecer um pouco da tradição madeirense mas temia não ter
engenho suficiente para o fazer. A Net, pois a Net...
Encontrei
estas páginas que melhor que eu, ilustram o Natal madeirense. Tenho a certeza
que os temas serão novidade para muita gente.
A
"Rochinha", "Lapinha", "Festa", "Missa
do Parto" são termos que têm uma intencionalidade regional.
Pronunciei-os em voz alta e não pude conter um sorriso!
Lapinha: o Presépio Madeirense
O Natal Madeirense: as oitavas
Seria curioso que outras abordagens sobre o tema,aparecessem.
Fica o desafio.
Afonso Faria
Subscrever:
Mensagens (Atom)










